Promovida a vila em 1820, a Azueira chegou a ser sede de concelho entre 1837 e 1855, data em que passou a integrar o Concelho de Mafra. A povoação que dá o nome à freguesia remonta a tempos muitos antigos, atribuindo-se-lhe origem romana.

 
 
  Exterior da Igreja de São Pedro dos Grilhões.

Os solares setecentistas que abundam na região atestam ter esta sido, em outras épocas, lugar predilecto da nobreza de então.

No que respeita à arquitectura religiosa, e exceptuando as capelas seiscentistas e setecentistas que se encontram no interior de quintas privadas, a Freguesia da Azueira apresenta como templos mais importantes a Capela de Santo António, na Aboboreira (provavelmente do século XV), a Igreja Matriz de São Pedro dos Grilhões, na Azueira (século XVI), a Capela do Espírito Santo ou da Nossa Senhora da Luz, em Azueira de Baixo (restaurada no século XVII), a Capela de Santa Cristina, em Santa Cristina (provavelmente do século XVII) e a Igreja de Nossa Senhora do Livramento (século XVII).

Destacam-se de entre estas a Igreja de São Pedro dos Grilhões e a Capela de Santa Cristina.

Desconhecendo-se a data exacta da construção, sabe-se que a Igreja de São Pedro dos Grilhões já existia em 1566, e que o seu interior sofreu graves danos com o terramoto de 1755. Reconstruída em finais do século XVIII, está hoje devoluta, uma vez que o culto foi transferido para a Igreja do Livramento. A fachada é tipicamente seiscentista, com um portal encimado por frontão contracurvado ostentando a tripla tiara alusiva a São Pedro. No interior, dos cinco altares que a igreja teria tido, resta apenas o altar-mor, situado entre dois pares de colunas estriadas, com capitéis compósitos dourados. Nesta igreja encontra-se uma lápide tumular brasonada, onde se encontra sepultado, desde 1577, Charles Henriques, Camareiro do Infante D. Fernando, irmão de D. João III e Fidalgo da Casa Real.

De vocação rural, situada num monte descampado, a Capela de Santa Cristina terá sido mandada construir na segunda metade do século XVII pelos Condes de São Miguel, que ali possuiam vastas propriedades. Apresenta um alpendre bem talhado, típico da arquitectura portuguesa, com colunas dóricas, sob o qual existem bancos de pedra destinados aos peregrinos que afluíam à ermida. O portão é encimado por um grande janelão de estilo seiscentista e no exterior é ainda de assinalar um interessante relógio de sol datado de 1757. O interior é bastante rico de azulejos polícromos do século XVII, sendo o tecto revestido de pinturas a fresco. No trono do altar-mor observa-se a imagem de Santa Cristina.

 
  Alpendre da Capela de Santa Cristina.
 
  Altar-mor da igreja de S. Pedro dos Grilhões.