Sede de freguesia desde 1923, não se conhece a sua fundação, embora em 1363 surja já nas disposições testamentárias feitas pelo padre Vicente Annes Froes, prior de Santa Maria de Cheleiros, a favor da instituição da Capela de São Silvestre na Igreja Paroquial de São Miguel de Alcainça.

 
 
  Exterior da Igreja de N. Sra. dos Remédios.

Foi ao longo dos tempos um importante centro de comunicações rodoviárias e ferroviárias da Estremadura. Da sua estação ferroviária, construída ainda antes da de Mafra, saíam trens de aluguer e carros de carreira directa para Vila Franca do Rosário, Gradil, Azueira até ao Turcifal.

Ainda antes da construção do caminho-de-ferro do Oeste, já na Malveira existiam meios de transporte, com carreiras diárias de diligência para Lisboa e Torres Vedras.

Os moinhos de Santa Maria, construídos a partir do século XVIII na Malveira de Cima, outrora núcleo rural, muito têm contribuído para a popularidade da freguesia, assim como as feiras semanais de gado e artigos diversos, à quinta-feira.

Em termos patrimoniais, e uma vez que pouco resta dos excelentes exemplares de arquitectura rural de que a vila era pródiga, a atenção centra-se na Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, na Malveira, e na Capela de Santo António, no Alto da Carrasqueira. Desconhecendo-se a data certa da construção da ermida, é dado como certo a sua existência em 1723, ano em que deverá ter sido reconstruída. De acordo com os historiadores, o templo deverá remontar a finais do século XVII, altura em que por toda a região se levantaram inúmeras igrejas e ermidas, resultado do fervor religioso da época.

No exterior o destaque vai para o bem proporcionado alpendre da fachada principal - já do século XX -, para o registo de azulejos do século XIX com a figura de Nossa Senhora dos Remédios e ainda para um elegante campanário no lado esquerdo da fachada. O cruzeiro data de 1771.

As paredes do interior são revestidas a azulejos e o chão do adro a grandes lajes de calcário. Uma pia de água benta seiscentista dá razão à datação da ermida, assim como os pedestais das colunas de pedra que sustentam o coro alto.

A ermida deverá ter sido construída na mesma altura da Capela de Santo António, que, pelo menos, em 1709, já existia. Trata-se de um templo rural, de único altar e silhares de azulejos nas paredes laterais da capela-mor, figurando cenas hagiográficas relativas ao padroeiro. Já no século XX, foi completamente apeado e reconstruído a alguns metros de distância da sua implantação primitiva.

 
  Pia de água benta na Igreja de N. Sra. dos Remédios.
 
  Interior da Igreja de N. Sra. dos Remédios.