Foi cabeça de freguesia entre 1855 e 1923, passando então a fazer parte da Freguesia da Malveira.

 
 
  Exterior da Igreja de S. Miguel.

Em 1985 é desanexada da Malveira. De nome derivado do árabe - alcai (encontro) e néça (mulheres) -, Alcainça é uma povoação anterior à fundação da nacionalidade, porventura da época romana, pelos vestígios romanos, visigóticos e medievais encontrados na região.

Nesta freguesia, os aspectos de maior interesse patrimonial residem no interior da Igreja Matriz de São Miguel, que remontará ao século XII ou XIII, e no portal manuelino incrustado na porta da Capela do Espírito Santo. O aspecto exterior da Igreja de São Miguel pouco ou nada tem a ver com a sua primitiva construção, tantas foram as ampliações e reconstruções operadas, especialmente devido ao terramoto de 1755. A igreja teve um alpendre, demolido em 1864 aquando das obras que acrescentaram a torre na frontaria e o corredor e a escada que comunicam para o coro e a torre. As janelas e as portas, todas de forma rectangular, foram colocadas no período entre 1624 e 1663. Em 1864 sofreu a igreja as últimas obras de ampliação, tendo o seu comprimento interior aumentado de 14 para 20 metros. No interior podem observar-se duas pias de água benta manuelinas, azulejos hispano-árabes setecentistas e dois túmulos góticos.

A poucos metros da Igreja de São Miguel situa-se a Capela do Espírito Santo, de que se desconhece a data da sua fundação. Ostenta um portal manuelino, assente em ombreiras de bases octogonais, onde estão representados a Cruz de Cristo, as quinas do escudo português, elementos vegetalistas e marítimos, como animais fantásticos. A porta antiga tinha gravada em alto relevo a data de 1746.

 
  Portal da Capela do Esp. Santo.
 
  Túmulo gótico na Igreja de S. Miguel.